2008/09/24

O sistema financeiro 

Warren Buffett, em 2003, (e antes dele também outros) não se limitou a falar em “time bombs” e em “financial weapons of mass destruction”, explicou também tudo muito bem explicadinho, com exemplos. A carta aos accionistas da Berkshire Hathaway teve grande divulgação na altura. Como foi possível que os especialistas tivessem deixado a situação chegar a este ponto? Onde estavam as autoridades e os reguladores? Há inúmeras maneiras de ver que algo de muito grave iria acontecer. Se olhando por exemplo para a emissão pirata de moeda (um dos vários pontos de vista complementares que existem) até eu, que não sou da área, consigo entender o buraco em que o sistema se meteu, o que se passou com quem é profissional do ramo? Deixou andar? Ou pura e simplesmente não percebeu a realidade onde estava inserido?

Há uma medida simples que evitaria muitos problemas: impor critérios contabilísticos mais conservadores, prudentes, que não aceitem que se registem como mais-valias todas as ficções que agora são permitidas. Aliás, a raiz do problema está mesmo aí: contabilidade permissiva e irracional, além de pouco auditada na prática porque com a "sofisticação" actual se tornou impossível seguir o rasto ao dinheiro e aos riscos.

2008/09/05

Os "grandes" arquitectos 

O problema de alguns famosos arquitectos, como Siza Vieira, Souto Moura, e outros (já sem falar em grandes estrelas estrangeiras) é que vivem num mundo ideal que não existe! E pensam as suas obras para esse mundo, esquecendo que depois, na realidade, o uso que as pessoas dão ao espaço não é compatível com os “princípios de pureza” que eles gostariam de ver respeitados. E as coisas correm mal…

Um bom arquitecto tem de projectar os espaços para que as pessoas se sintam bem neles (mesmo que precisem de algum tempo de habituação). Não é o caso da generalidade dos trabalhos, por exemplo, de Siza Vieira. Ele quer impor a sua obra mesmo que tenha de ser contra a vontade dos utilizadores. No caso concreto da Avenida dos Aliados no Porto, que poderia ser extrapolado para outros, verifica-se que o resultado final real, com o uso que acaba por ter (barraquinhas, etc.) é mau. Significa isto que o conjunto arquitecto + Câmara + povo não foi capaz de se entender. E, do ponto de vista do arquitecto, significa consequentemente que ele, sabendo a autarquia e o povo que tem, não conseguiu obter uma solução que funcionasse bem. Falhou a sua tarefa de arquitecto.

2008/09/04

Mais alguns textos publicados n'A Baixa do Porto 

2008-07-23: Indústrias Criativas
2008-07-22: As minhas sugestões para o Aleixo
2008-07-16: Nuclear: sempre os mesmos erros...
2008-07-12: Regionalização: a ilusão de consenso
2008-07-02: Os bancos e a reabilitação urbana
2008-06-23: Os cidadãos e os partidos
2008-05-25: O PSD e o Porto
2008-05-08: Certificação opcional, em vez de requisitos técnicos obrigatórios
2008-03-23: Carta ao Bispo do Porto
2008-02-29: Artur Santos Silva na Câmara do Porto
2008-02-16: Brevíssimas notas sobre o Bolhão

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